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terça-feira, 29 de julho de 2014

Linux Parte 8



Olá pessoas, prontos para a 8ª parte? Então vamos lá, nessa parte iremos se aprofundar sobre as Normas que são padrões para distribuições do linux, por meio dela vamos conhecer também sobre o LSB e FHS, então aproveitem bem esse nosso estudo. (= ^ _ ^ =)

Normas:

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pela grande maioria dos usuários e empresas que utilizam o sistema GNU/Linux como falado em um tópico anteriormente é a questão da “falta de padronização” entre as diferentes distribuições existentes. Isto se deve ao fato da existência de seus conceitos e ideias próprias e diferenciadas. Muitos utilitários especiais se encontram presentes somente em algumas, noutras existem diversas estruturas diferenciadas, além de muitas outras mudanças para a sua própria satisfação.

Face aos problemas causados por estas diferenças conceituais, foi desenvolvido um conjunto de normas e especificações técnicas que visam definir padrões para eliminar – ou ao menos, minimizar – as incompatibilidades existentes entre as distribuições.

Existem diversas normas e especificações técnicas, todas defendendo os mesmos objetivos de compatibilidade e padronização. Destas, destaca-se a Linux Standard Base ou LSB como falado no tópico sobre padronização das distribuições.

Linux Standard Base:

Antigamente, devido ao auxílio de diversos voluntários espalhados no mundo inteiro para o seu desenvolvimento, as distribuições GNU/Linux utilizavam os mais variados recursos de desenvolvimento e implementação com uma liberdade tal que em diversos aspectos tornavam-se distintas e até mesmo incompatíveis. Isto gerou enormes dificuldades de utilização, culminando em uma grande convergência de padrões.

Para sanar estas deficiências ou ao menos, minimizar estes problemas, foi criada uma nova norma chamada LSB – Linux Standard Base –, que especifica um conjunto padrões e requerimentos visando obter ou melhorar a compatibilidade entre as distribuições GNU/Linux existentes no mercado.

Requerimentos da LSB:

Dentre alguns requerimentos da LSB, destacam-se as seguintes categorias em que as suas definições deverão ser seguidas à risca para que uma distribuição possa ser certificada pelo padrão:

• O sistema de hierarquia de arquivos regidos pela FHS;
• A compatibilidade binária (ELF libs);
• As ferramentas de gerenciamento de programas (RPM);
• O interpretador de comandos (BASH);
• O método de inicialização (System V);
• As variáveis de ambiente;
• Bibliotecas, ferramentas e APIs;
• O Kernel (Linux) e as especificações técnicas de arquitetura;
• O (rigoroso) sistema de gerenciamento de usuários;
• A definições de línguas e aspectos regionais;
• entre outros aspectos importantes.

Lembrando que o padrão e suas especificações estão em constantes aprimoramentos, onde uma das recomendações que deixo é consultar a página oficial e estar atento para com as melhorias realizadas.

Objetivos (e Vantagens) da LSB:

Além da difícil meta de padronização conforme já dito anteriormente, dentre os outros principais objetivos almejados pela LSB, destacam-se:

• Tornar todos os aplicativos aptos a serem suportados pelas distribuições que se encontram em conformidade com os padrões pré-estabelecidos por ela; na prática poderemos utilizar as aplicações da distribuição X na distribuição Y, desde que obedeçam aos critérios acima especificados;
• Facilitar a vida dos profissionais que lidam com os sistemas GNU/Linux, evitando maiores dificuldades de se adaptarem em virtude das diferentes implementações de recursos técnicos;
• Prover maior segurança, agilidade e redução de custos para as empresas que optam por manter estações de trabalho com sistemas GNU/Linux, em virtude do alto custo e baixa qualidade do suporte técnico – outra das grandes barreiras que impedem a sua adoção;
• Auxiliar ao desenvolvimento de materiais técnicos e didáticos, que atualmente focam uma única ou um pequeno conjunto básico de distribuições específicas.

Ao contrário de muitos boatos e rumores, a LSB somente estabelece um núcleo de recursos e capacidades que deverão ser adotados pelas distribuições que desejam a certificação, e NÃO como estas deverão ser construídas. Na prática, todos estes sistemas continuarão tendo a liberdade de implementar suas melhorias conforme melhor considerarem, porém, deverão seguir algumas normas e padrões técnicos pré-determinados.

SOBRE A FHS:

A norma FHS – Filesystem Hierarchy Standard – é um conjunto de requerimentos técnicos que visam estabelecer normas e padrões para a estrutura do sistema de arquivos Unix, derivados e clones. A versão mais recente das especificações do FHS é a 2.2, de 24 de maio de 2001.

Segue abaixo um simples resumo dos principais diretórios localizados na raiz, que compõe a estrutura do sistema, além de suas utilizações, para que possamos ter uma noção básica do que se propõe.

• /bin: binários com os comandos essenciais para os usuários;
• /boot: arquivos estáticos para a inicialização de sistema;
• /dev: devices para o acesso aos dispositivos do sistema;
• /etc: arquivos-textos com definições para a máquina local;
• /home: arquivos pessoais dos usuários;
• /lib: bibliotecas compartilhadas e módulos;
• /mnt e /media: pontos de montagem para o uso de dispositivos de armazenamento (zip-drives, CD/DVD-ROMs, flash-memory, etc);
• /opt: diretório para a manutenção de antigos programas;
• /proc: sistema de arquivo virtual com informações de processos do kernel;
• /root: diretório do superusuário;
• /sbin: binários essenciais para a administração;
• /srv: armazenamento de informações relacionadas a serviços;
• /sys: informações sobre o suporte aos dispositivos de hardware;
• /tmp: armazenamento de arquivos temporários;
• /usr: aplicativos e utilitários do sistema;
• /var: informações variáveis.

Como puderem ver, as normas são essenciais para sempre manter um padrão, espero que tenham gostado, até mais. (。・ω・)ノ゙

Fonte:
Ednei Pacheco de Melo, Os Sistemas GNU/Linux.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Linux Parte 7


Olá amantes da informática, trago para vocês a 7ª parte sobre o nosso estudo sobre o Linux, espero que estejam gostando, dessa vez falaremos sobre a linguagem de programação usada para a criação do Linux e sobre as possíveis vendas das distribuições Linux. Então se acomodem e apreciem esse nosso estudo. ヾ(@⌒ー⌒@)ノ

Linguagens de programação:

O Linux é escrito na versão da linguagem de programação C suportada pelo GCC, que introduziu inúmeras extensões e mudanças ao C padrão, aliado a várias seções de código menores escritas na linguagem de montagem, na sintaxe e estilos do GCC e "AT&T", da arquitetura alvo. Devido às extensões suportadas pela linguagem C, o GCC foi por um longo período o único compilador capaz de compilar o Linux corretamente. Em 2004, a Intel disse ter modificado o Linux para que seu compilador C também pudesse compilá-lo. Outro sucesso foi apresentado em 2009, com um 2.6,22 modificado.

Muitas outras linguagens foram usadas de algum modo, essencialmente em conexão com o processo de compilação, os métodos pelos quais as imagens inicializáveis são criadas através do código fonte. Estas incluem Perl, Python, e várias linguagens shell script. Alguns controladores podem até ser escritos em C++, Fortran, ou outras linguagens, mas isto é extremamente desencorajado. O sistema de compilação do Linux oficialmente suporta apenas o GCC, como um compilador de núcleo e controladores.

A Possível Venda:

Nem todas as distribuições Linux são grátis. Algumas distribuições podem ser vendidos pelos seus desenvolvedores, os preços variam entre R$ 50,00 a R$ 2.000,00. Se as aplicações (e consequentemente as distribuições são livres), porque estas são “vendidas”? (・_・?)

A licença GNU GPL prevê claramente sobre este aspecto, o seguinte:

“Quando nos referimos a software livre, estamos nos referindo à liberdade e não a preço. Nossa Licença Pública Geral foi desenvolvida para garantir que você tenha a liberdade de distribuir cópias de software livre (e cobrar por isso, se quiser); que você receba o código-fonte ou tenha acesso a ele, se quiser; que você possa mudar o software ou utilizar partes dele em novos programas livres e gratuitos; e que você saiba que pode fazer tudo isso.” - Tradução da GNU GPL v2.

Apesar da existência de uma cobrança para a obtenção de uma distribuição empacotada pelo desenvolvedor, temos a liberdade de realizar cópias, alterar e distribuí-las conforme desejarmos, desde que...

“Por exemplo, se você distribuir cópias de um programa, gratuitamente ou por alguma quantia, você tem que fornecer aos recebedores todos os direitos que você possui. Você tem que garantir que eles também recebam ou possam obter o código-fonte. E você tem que mostrar-lhes estes termos para que eles possam conhecer seus direitos.” - Tradução da GNU GPL v2.

Para que os benefícios estejam disponíveis para todos, temos também certas obrigações a cumprir, e a garantia destes direitos é a principal delas. A disponibilidade do código-fonte a terceiros é indispensável para a contínua melhoria do sistema, de suas ferramentas e das aplicações livres em geral.
 
Por último, lembre-se de que muitos destes pacotes não somente trazem as mídias, como também manuais impressos com instruções detalhadas sobre a distribuição desejada, além de um cartão de registro para que o usuário possa obter o suporte técnico de sua empresa desenvolvedora.

Em breve sairá a 8ª parte então fiquem ligados, até mais. ヾ(^∇^)

Fonte:
Linux (núcleo) – Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux_%28n%C3%BAcleo%29>
Ednei Pacheco de Melo, Os Sistemas GNU/Linux.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Linux Parte 6


 E aí meu povo, nessa sexta parte falaremos sobre a distribuição do GNU/Linux, e assim dando entrada nas interfaces gráficas que é muito interessante saber sobre elas.

Distribuição Linux:


Distribuição Linux é um sistema operacional Unix-like incluindo o kernel Linux e outros softwares de aplicação, formando um conjunto. Distribuições (ou "distros") mantidas por organizações comerciais, como a Red Hat, Ubuntu, SUSE e Mandriva, bem como projetos comunitários como Debian e Gentoo montam e testam seus conjuntos de software antes de disponibilizá-los ao público.


Como o Linux e a maior parte dos softwares incluídos em distribuições são livres, qualquer organização ou indivíduo suficientemente motivado podem criar e disponibilizar (comercialmente ou não) a sua própria distribuição. Isso faz com que hoje haja registro de mais de 300 distribuições ativamente mantidas, embora menos de 20 delas sejam largamente conhecidas.

Algumas distribuições populares oferecem (como opção ou como seu único modo de operação) a possibilidade de execução em modo Live CD, que permite o uso integral do Linux sem instalação ou alteração dos dados armazenados no disco rígido do computador: o sistema roda integralmente a partir de um CD-ROM desde o momento em que o computador é ligado. Exemplos de Live CDs bastante conhecidos são o alemão Knoppix e o brasileiro Kurumin.


Interfaces Gráficas:


Todo programa que permite ao usuário visualizar elementos como: botões, menus, janelas, etc, pode ser denominado Interface Gráfica ou gerenciador de janelas. Este tipo de programa é responsável por controlar a apresentação das janelas, isto é, as cores, formas e funcionalidades.

Todas as vezes que um usuário solicita a execução de um programa gráfico, ele é desenhado por um programa servidor de janelas, também conhecido como Servidor X. Ele contém todas as especificações de como as mesmas serão criadas e manipuladas. O servidor X possui ainda ferramentas que possibilitam a configuração dos principais elementos de hardware relativos a apresentação gráfica dos programas tais como: configurações da placa de vídeo, as configurações do monitor de vídeo (cores, resolução, frequência) e do mouse.


Sendo assim tem-se que enquanto o servidor X possibilita o uso dos elementos de hardware do microcomputador, o gerenciador de janelas é quem permite ao usuário configurar itens como o papel de parede, a apresentação das janelas, a criação de ícones, etc.


Para que a execução dos programas no Linux ficasse mais interativa e confortável, surgiram diversas interfaces gráficas que se diferenciam basicamente pela:

  • Beleza;

  • Recursos;

  • Facilidade de uso (interatividade);

  • Performance.

Praticamente todas as distribuições de Linux adotam uma interface gráfica como padrão, porém todas permitem que o usuário instale e use a interface gráfica de sua preferência. O sistema pode até conter mais de uma interface, que podem até mesmo serem executadas simultaneamente pelo mesmo usuário, ou por usuários diferentes, bastando apenas que cada uma delas seja executada em uma saída diferente (display) do servidor X.


Exemplos de Interfaces Gráficas:


KDE – K Desktop Enviroment: É a interface gráfica com maior número de recursos gráficos, combinando facilidade de uso e as funcionalidades avançadas que existem no Linux. Ela vem acompanhada de várias aplicações, inclusive uma suíte de ferramentas para escritório própria, o Koffice.


GNOME – GNU Network Object Model Enviroment: Interface oficial do projeto GNU, é desenvolvida com suporte para diversos idiomas. De fácil uso e com grande número de aplicações que são usadas no dia-dia como: o processador de textos Abiword, a planilha eletrônica Gnumeric, etc.


XFCE: Ambiente gráfico desenvolvido para consumir pouca memória, e prover recursos mais utilizados. De rápido carregamento, aparência agradável e facilidade de uso mediana. Possui diversos componentes que podem ser instalados separadamente para que a interface seja personalizada conforme o gosto ou necessidade do usuário. 

Existem diversas outras interfaces gráficas que atendem aos mais variados gostos. Porém é relevante ressaltar que quanto mais recursos uma interface tiver, maior será a necessídade de um microcomputador potente. Esta observação é muito importante pois é comum ouvir equívocos do tipo “linux é muito lento”, quando na verdade a interface gráfica que foi escolhida não é a mais adequada para o hardware que está sendo usado.

E assim termina a sexta parte, até logo mais.

Fonte:
CAMPOS, Augusto. O que é uma distribuição Linux. Disponível em <http://br-linux.org/2008/01/faq-distribuicao.html>
Josué da Silva Soares. Noções basicas Linux para Desktop
.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Linux Parte 5

Olá de novo galera, nessa quinta parte trago algumas das características do Linux, é muita coisa, mas espero que leiam e gostem.

Algumas Características do Linux: 

  • É livre e desenvolvido voluntariamente por programadores experientes, hackers, e contribuidores espalhados ao redor do mundo que tem como objetivo a contribuição para a melhoria e crescimento deste sistema operacional. Muitos deles estavam cansados do excesso de propaganda (Marketing) e baixa qualidade de sistemas comerciais existentes. 
  • Também recebe apoio de grandes empresas como IBM, Sun, HP, etc. Para seu desenvolvimento.
  • Convivem sem nenhum tipo de conflito com outros sistemas operacionais (com o DOS, Windows, OS/2) no mesmo computador.
  • Multitarefa real.
  • Multiusuário.
  • Suporte a nomes extensos de arquivos e diretórios (255 caracteres).
  • Conectividade com outros tipos de plataformas como Apple, Sun, Macintosh, Sparc, Alpha, PowerPc, ARM, Unix, Windows, DOS, etc.
  • Utiliza permissões de acesso a arquivos, diretórios e programas em execução na memória RAM.
  • Proteção entre processos executados na memória RAM.
  • Suporte a mais de 63 terminais virtuais (consoles).
  • Modularização - O Linux somente carrega para a memória o que é usado durante o processamento, liberando totalmente a memória assim que o programa/dispositivo é finalizado.
  • Devido a modularização, os drivers dos periféricos e recursos do sistema podem ser carregados e removidos completamente da memória RAM a qualquer momento. Os drivers (módulos) ocupam pouco espaço quando carregados na memória RAM (cerca de 6Kb para a Placa de rede NE 2000, por exemplo).
  • Suporte nativo a rede e tecnologias avançadas como: balanceamento de carga, ips alias, failover, vlans, bridge, trunking, OSPF, BGP.
  • Não há a necessidade de se reiniciar o sistema após a modificar a configuração de qualquer periférico ou parâmetros de rede. Somente é necessário reiniciar o sistema no caso de uma instalação interna de um novo periférico, falha em algum hardware (queima do processador, placa mãe, etc.).
  • Não precisa de um processador potente para funcionar. O sistema roda bem em computadores 386Sx 25 com 4MB de memória RAM (sem rodar o sistema gráfico X, que é recomendado 32MB de RAM).
  • Suporte nativo a múltiplas CPUs, assim processadores como Dual Core, Core Duo, Athlon Duo, Quad Core tem seu poder de processamento integralmente aproveitado, tanto em 32 ou 64 bits.
  • Suporte nativo a dispositivos SATA, PATA, Fiber Channel.
  • Suporte nativo a virtualização, onde o Linux se destaca como plataforma preferida para execução de múltiplos sistemas operacionais com performance e segurança.
  • O crescimento e novas versões do sistema não provocam lentidão, pelo contrário, a cada nova versão os desenvolvedores procuram buscar maior compatibilidade, acrescentar recursos úteis e melhor desempenho do sistema (como o que aconteceu na passagem do kernel 2.0.x para 2.2.x, da 2.2.x para a 2.4.x e da 2.4.x para a 2.6.x).
  • O GNU/Linux é distribuído livremente e licenciado de acordo com os termos da GPL.
  • Acessa corretamente discos formatados pelo DOS, Windows, Novell, OS/2, NTFS, SunOS, Amiga, Atari, Mac, etc.
  • O LINUX NÃO É VULNERÁVEL A VÍRUS! Devido a separação de privilégios entre processos e respeitadas as recomendações padrão de política de segurança e uso de contas privilegiadas, programas como vírus tornam-se inúteis pois tem sua ação limitada pelas restrições de acesso do sistema de arquivos e execução. Qualquer programa (nocivo ou não) poderá alterar partes do sistema que possui permissões. Frequentemente são criados exploits que tentam se aproveitar de falhas existentes em sistemas desatualizados e usa-las para causar danos. Erroneamente este tipo de ataque é classificado como vírus por pessoas mal informadas e são resolvidas com sistemas bem mantidos. Em geral, usando uma boa distribuição que tenha um eficiente sistema de atualização e bem configurado, você terá 99.9% de tranquilidade.
  • Rede TCP/IP mais rápida que no Windows e tem sua pilha constantemente melhorada. O GNU/Linux tem suporte nativo a redes TCP/IP e não depende de uma camada intermediária como o WinSock. Em acessos via modem a Internet, a velocidade de transmissão é 10% maior.
  • Executa outros sistemas operacionais como Windows, MacOS, DOS ou outro sistema Linux através de consagrados sistemas de virtualização como Xen, vmware, ou emulação como o DOSEMU, QEMU, WINE.
  • Suporte completo e nativo a diversos dispositivos de comunicação via infravermelho, Bluetooth, Firewire, USB. Basta conectar e o seu dispositivo é automaticamente reconhecido. Raramente são necessários drivers externos, exceto no caso de dispositivos muito novos que não tenham o suporte ainda adicionado no sistema.
  • Suporte a rede via rádio amador.
  • Suporte a dispositivos Plug-and-Play.
  • Suporte nativo a pen drivers, dispositivos de armazenamento e cartões de memória.
  • Suporte nativo a dispositivos I2C.
  • Integração com gerenciamento de energia ACPI e APM.
  • Dispositivos de rede Wireless. Tanto com criptografia WEB e WPA PSK.
  • Vários tipos de firewalls avançados de alta qualidade na detecção de tráfego indesejável, dando ao administrador uma excelente ferramenta de proteção e controle de sua rede.
  • Roteamento estático e dinâmico de pacotes.
  • Ponte entre Redes, proxy arp.
  • Proxy Tradicional e Transparente.
  • Possui recursos para atender a mais de um endereço IP na mesma placa de rede, sendo muito útil para situações de manutenção em servidores de redes ou para a emulação de “múltiplos computadores”. O servidor WEB e FTP podem estar localizados no mesmo computador, mas o usuário que se conecta tem a impressão que a rede possui servidores diferentes.
  • Os sistemas de arquivos usados pelo GNU/Linux (Ext2, Ext3, reiserfs, xfs, jfs) organiza os arquivos de forma inteligente evitando a fragmentação e fazendo-o um poderoso sistema para aplicações multi-usuárias exigentes e gravações intensivas.
  • Permite a montagem de um servidor de publicação Web, E-mail, News, etc. com um baixo custo e alta performance. O melhor servidor Web do mercado, o Apache, é distribuído gratuitamente junto com a maioria das distribuições Linux. O mesmo acontece com o Sendmail.
  • Por ser um sistema operacional de código aberto, você pode ver o que o código fonte (instruções digitadas pelo programador) faz e adapta-lo as suas necessidades ou de sua empresa. Esta característica é uma segurança a mais para empresas sérias e outros que não querem ter seus dados roubados (você não sabe o que um sistema sem código fonte faz na realidade enquanto está processando o programa).
  • Suporte a diversos dispositivos e periféricos disponíveis no mercado, tanto os novos como obsoletos.
  • Pode ser executado em 16 arquiteturas diferentes (Intel, Macintosh, Alpha, Arm, etc.) e diversas outras sub-arquiteturas.
  • Empresas especializadas e consultores especializados no suporte ao sistema espalhados por todo o mundo.
 Então é isso, até a próxima.

Fonte:
Gleydson Mazioli da Silva, Guia Foca GNU/Linux

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Linux Parte 4

Welcome, nessa quarta parte espero que possam entender mais sobre o Linux. Começaremos falando sobre a definição e história do Unix.


O UNIX:
Definição:
O UNIX é um sistema operacional multitarefa, multiusuário, disponível para diversos hardwares. Ele é multiusuário porque possui a capacidade de criar opções específicas para cada usuário as quais são ativadas uma vez que usuário se loga no computador. Ele é multitarefa, pois diferentemente do MS-DOS e do Windows, uma pessoa pode executar vários programas ao mesmo tempo, inclusive várias pessoas podem usar o mesmo computador, ao mesmo tempo, através de logins remotos. O UNIX roda em diversos hardwares, desde um computador de bolso até um mainframe. Além disso, o UNIX apresenta uma vasta gama de possibilidades relacionadas à rede, como sistema de quota de disco, FTP, e-mail, WWW, DNS, possibilidade de diferentes níveis de acesso, de rodar programas em background (deixar o programa rodando enquanto não se está logado) etc.

História:
As raízes do sistema UNIX encontram-se da necessidade, na década de 70, de um sistema multitarefa confiável e aplicável ao ambiente dominante na época, um mainframe (um grande computador central) e uma série de terminais ligados a ele. Abaixo listamos um cronograma da criação do UNIX:
  • 1965: Os Laboratórios Bell com o MIT e a General Eletric começam um programa grandioso de criar um novo sistema operacional, Multics, que seria multiusuário, multitarefa e teria um sistema de arquivos hierárquico.
  • 1970: A AT&T insatisfeita com o progresso do Multics cortou o projeto e alguns programadores da Bell que trabalharam no projeto, como Ken Thompson e Dennis Ritchie implementaram a primeira versão do sistema de arquivos do UNIX em um computador PDP-7 com alguns utilitários. Brian Kernighan deu o nome do novo sistema de UNIX como deboche em relação ao Multics
  • 01/01/1970: Tempo zero do UNIX 
  • 1973: O UNIX é reescrito em C, uma nova linguagem de programação desenvolvida por Dennis Ritchie. Sendo escrito em uma linguagem de alto nível ficava fácil portar para novas máquinas.
  • 1974: Thompson e Ritchie publicam um artigo sobre o novo sistema operacional chamado UNIX que gera um grande entusiasmo no meio acadêmico e a AT&T licencia o UNIX para universidades e empresas.
  • 1977: Existem agora cerca de 500 computadores com Unix no mundo todo.
  • 1984: Existem cerca de 100.000 computadores com UNIX rodando em diferentes plataformas.
  • 1988: AT&T e Sun se unem para desenvolver Solaris e UnixWare.
  • 1997: Foram vendidos cerca de 4 milhões de sistemas Unix no mundo todo.
  O UNIX tem vários sabores (sistemas), dentre os mais conhecidos, comerciais: Solaris, HP-UX, AIX e livres: FreeBSD e Linux. 

Depois do Unix, vamos ver agora sobre alguns detalhes do Linux.

Detalhes do Linux: 

O requisito mínimo para rodar o Linux depende do kernel que será usado:
  • 2.2.x - Computador 386 SX com 2 MB de memória
  • 2.4.x - Computador 386 SX com 4MB de memória
  • 2.6.x - Computador 486 DX com no mínimo 8MB
Para espaço em disco é requerido 500MB para uma instalação básica usando modo texto com suporte à rede. Claro que não é considerada a execução de ambiente gráfico ou serviços de rede em produção, que neste caso é exigido mais memória RAM e espaço em disco para armazenamento de dados de programas e usuários.
O sistema segue o padrão POSIX que é o mesmo usado por sistemas UNIX e suas variantes. Assim, aprendendo o Linux você não encontrará muita dificuldade em operar um sistema do tipo UNIX, FreeBSD, HPUX, SunOS, etc., bastando apenas aprender alguns detalhes encontrados em cada sistema.
O código fonte aberto permite que qualquer pessoa veja como o sistema funciona (útil para aprendizado), corrigir algum problema ou fazer alguma sugestão sobre sua melhoria, esse é um dos motivos de seu rápido crescimento, do aumento da compatibilidade de periféricos (como novas placas sendo suportadas logo após seu lançamento) e de sua estabilidade.
Outro ponto em que ele se destaca é o suporte que oferece a placas, CD/DVD-RWs, BluRay e outros tipos de dispositivos de última geração e mais antigos (a maioria deles já ultrapassados e sendo completamente suportados pelo sistema operacional). Este é um ponto forte para empresas que desejam manter seus micros em funcionamento e pretendem investir em avanços tecnológicos com as máquinas que possui.
O suporte ao sistema também se destaca como sendo o mais eficiente e rápido do que qualquer programa comercial disponível no mercado. Existem milhares de consultores e empresas especializadas no suporte e treinamento espalhados ao redor do mundo. Outra opção de suporte é através da comunidade Linux; você pode se inscrever em uma lista de discussão e relatar sua dúvida ou alguma falha, e sua mensagem será vista por centenas de usuários na Internet e algum irá te ajudar ou avisará as pessoas responsáveis sobre a falha encontrada para devida correção.

E é isso, a próxima parte sairá em breve, peço desculpas pela demora dessa parte e até logo.


Fonte:
Diego Lages, Felipe Quintella, Fernando Correa e Paulo H B de Oliveira, Apostila de Linux Básico
Gleydson Mazioli da Silva, Guia Foca GNU/Linux
Linux (núcleo), Wikipédia,
a Enciclopédia Livre. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux_%28n%C3%BAcleo%29>.